sábado, maio 30, 2009

Daniel Taubkin Con-vida: Arrigo Barnabé canta "Toda Nudez"

Se o Arrigo está de cabelos brancos , eu também tenho o direito ! Afinal todos íamos ao Lira Paulistana.

sexta-feira, maio 29, 2009

Vivemos como sonhamos .... sozinhos / J.Conrad e o Sutra do Diamante

pelos tubos de Mariana


Tal COMO NESTE OFÍCIO DE "DAR AULAS" de História.

Nas reflexões de um personagem do livro "O Coração das Trevas" se passa o seguinte :
A
"Ele era apenas um nome para mim. Eu não via o homem nesse nome, assim como vocês também não o vêem.Vocês são capazes de ver o homem , de ver a história ? São capazes de ver alguma coisa ? Tenho a impressão de estar tentando contar-lhes um sonho ..."

E prossegue :

" ... é impossível transmitir a sensação de vida de uma determinada época da existência de alguém - o retorno à sua verdade, ao seu significado, à sua essência sutil e penetrante. É impossível.Vivemos, como sonhamos, sozinhos. . . ".

in Conrad , Joseph - O Coração das Trevas , Editora Itatiaia , Belo Horizonte, Brasil, 1984, pág.37.

O livro na web : http://books.google.com.br/books?id=lj4IzJlr2A4C&dq=joseph+conrad+o+cora%C3%A7%C3%A3o+das+trevas&printsec=frontcover&source=bl&ots=rrfDL6Fwls&sig=e5l17MHrrQz-w1kl9GOfBUJvsDI&hl=pt-BR&ei=7ZQhStOFIZiMtgeSrvm5Bg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4#PPP1,M1

Joseph Conrad. Photograph- Hulton Getty

subindo o rio Congo

O ASSIM COMO É , no Sutra do Diamante

" .... Assim, devereis pensar sobre este impermanente mundo [como se ele fosse]:uma estrela ao amanhecer, uma bolha d'água em um riacho;um clarão de um raio em uma nuvem de verão,uma vela tremeluzindo prestes a apagar, um fantasma, ou um sonho..."

in Sutra do Diamante (Prajñaparamita Vajracchedika ) :

http://www.dantas.com/budismo/sutra_do_diamante.htm

Quando não ENXERGO, dentro de mim mesma

Deve haver uma "pedra de toque" entre os sonhos de uns e os sonhos de outros. Uma linha , um anzol para costurar uma nova rede e um novo mundo . Que cor essa linha tem , que não vejo ? Um koan poderia assim se resolver : não há linha e também não há o que ser costurado.

quarta-feira, maio 27, 2009

DIA DE LUTA DO POVO DA RUA


Desabrigados protestam no Dia de Luta do Povo da Rua
ESTELITA HASS CARAZZAI
colaboração para a Folha Online

Cerca de 500 moradores de rua da cidade de São Paulo se reuniram em frente à Câmara Municipal na tarde desta quarta-feira para uma manifestação pelo Dia de Luta do Povo da Rua.
O grupo pediu a criação de políticas públicas para a população de rua, com a inclusão do tema no orçamento do município. O evento foi organizado pelo Movimento Nacional da População de Rua e pela Pastoral do Povo da Rua.

sábado, maio 23, 2009

Bella ciao

Com todo respeito ao gentil Tio Attilio e em desagravo familiar à sua adesão ao que há de mais perverso nas ideologias políticas, e aos crimes fascistas cometidos na Itália, Europa, e outros lugares de alcance dos exércitos do Duce.


TRADUÇÂO EM PORTUGUÊS :
Acordei de manhã
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
Acordei de manhã
E deparei-me com o invasor
Ó resistente, leva-me embora
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
Ó resistente, leva-me embora
Porque sinto a morte a chegar.
E se eu morrer como resistente
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
E se eu morrer como resistente
Tu deves sepultar-me
E sepultar-me na montanha
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
E sepultar-me na montanha
Sob a sombra de uma linda flor
E as pessoas que passarem
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
E as pessoas que passarem
Irão dizer-me: «Que flor tão linda!»
É esta a flor
Minha querida, adeus, minha querida, adeus, minha querida, adeus! Adeus! Adeus!
É esta a flor do homem da Resistência
Que morreu pela liberdade .


Versão do cantor espanhol Miguel Ángel Gómez Naharro de uma canção de guerrilha criada pelos partiggiani italiani que enfrentaram o nazi-fascismo durante a II Guerra Mundial.

TIO ATTILIO

Sincronicidades não se explicam racionalmente . Não escolhemos sempre os temas de nossas vidas , às vezes os temas é que correm atrás de nós.

Recebi ontem a visita de parentes da Italia, uma prima que é casada com um napolitano. Ela vem ao Brasil com frequência , e a moda que inventou nesta sua última permanência no país, é visitar a família e recolher dados e documentos para fazer uma árvore genealógica. Qual não é minha surpresa quando ela abre sua pasta de documentos oficiais da Itália e do Brasil e relíquias familiares que já conseguiu recolher, quando aparece uma carteirinha de filiado ao Partido Fascista Italiano . Era do Tio Atílio.

Tio Atílio morreu quando eu tinha uns 9 anos de idade , e minha memória dele é de um velhinho gentil , de bengala , com nariz muito proeminente, voz lenta , tremida , pouca e apresentando muito sotaque. Minha mãe contava que ele havia sido um admirador de Mussolini e um entusiasta fascista , mesmo morando no Brasil. Sabe-se que ele era ourives, mas que abandonou seu ofício familiar para trabalhar como empresário de companhias teatrais e operetas , porém parece que eram mais atrações de cabaré do que propriamente obras primas.

Minha mãe sempre falou de uma tal de "carteirinha fascista do Tio Atílio". Pois é , ela reapareceu ontem , na pasta da prima Daniela. Na mesma hora pedi para tirar esta cópia . E está aqui :

A filiação é do ano 1934 . E está escrito abaixo da fotografia :

In nome di Dio e dell´Italia giuro di eseguire
gli ordini del Duce e di servire
com tutte le mie forze
e se è necessário col mio sangue
la causa della Rivoluzione Fascista.”

Minha foto
São Paulo, SP, Brazil