quinta-feira, junho 11, 2009

Violeta Parra Chile

A própria Violeta tocando seu tambor e mostrando suas alquimias artísticas orientadas pela tradição da resistência indígena.

Pedro Aznar Canta Violeta Parra

ARRIBA QUEMANDO EL SOL

Cuando fui para la pampa
Llevaba mi corazón
Contento como u chirihue
Pero allá se me murió,
Primero perdí las plumas
Y luego perdí la voz
Y arriba quemando el sol.

Cuando ví de los mineros
Dentro de su habitación
Me dije mejor habita en
Su concha el caracol,
O a la sombra de las leyes
El refinado ladrón,
Y arriba quemando el sol.

Las hileras de casuchas
Frente a frente, si señor,
Las hileras de mujeres
Frente al único pilón
Cada una con su balde,
Y con su cara de aflicción,
Y arriba quemando el sol.

Fuimos a la pulpería
Para comprar la ración
Veinte artículos no cuentan
La rebaja de rigor.
Con la canasta vacía
Volvimos a la pensión.
Y arriba quemando el sol.

Zona seca de la pampa
Escrito en un cartelón
Sin embargo van y vienen
Las botellas de licor
Claro que no son del pobre
Contrabando del señor,
Y arriba quemando el sol.

Paso por un pueblo muerto
Se me nubla el corazon
Aunque donde habita gente
La muerte es mucho mayor
Enterraron la justicia,
Enterraron la razón,
Y arriba quemando el sol.

Si alguien dice que yo sueño
Cuento de ponderación
Digo que esto pasa en chuqui
Pero en santa juana es peor.
El minero ya no sabe
Lo que vale su dolor,
Y arriba quemando el sol.

Me volví para santiago
Sin comprender el dolor
Con que pintan la noticia
Cuando el pobre dice no
Abajo la noche oscura
Oro, sangre y carbón,
Y arriba quemando el sol.

terça-feira, junho 09, 2009

SIM

"Eu vou te negar
Tão completamente
Que mesmo olhar o sol de frente
Não vai me cegar."

Música e letra de Beto Pelegrino e Ariston
http://www.brasilmusik.de/j/jussara-silveira/jussara-silveira-luiz-brasil-nobreza/jussara-silveira-luiz-bra-no-06.mp3
A

segunda-feira, junho 08, 2009

Das prioridades , quais são ?


"Aún no está definido claramente qué es ser humano, dado que cualquier faceta de nuestra cultura o incluso de nuestra biología sigue abierta a la innovación y a un nuevo entendimiento. No sabemos cómo seremos dentro de mil años —o simplemente si seremos, dado lo absurdamente letal de muchas de nuestras creencias— pero sean cuales sean los cambios que nos esperan, hay algo que probablemente no va a cambiar; la diferencia entre sufrimiento y felicidad va a seguir siendo lo más importante para nosotros. Queremos así entender todos los procesos —bioquímicos, éticos, políticos, económicos, espirituales, etc.— que suponen dicha diferencia."

O restante deste texto está publicado no Blog do monge zen Dokushô Villalba
http://planetaconciencia.blogspot.com/2009/06/mata-buda-mata-el-budismo.html

domingo, junho 07, 2009

CAIM E ABEL : origem das diferenças !

Estive , estou e continuarei à procura da melhor explicação para as "intransponíveis" diferenças sociais (grupos , classes , pessoas). A "equidade" NÃO EXISTEEEEEE , afinaaaaal !!!!!??

Nem mesmo o socialismo real deu conta de extirpar completa e perfeitamente esta pedra pontiaguda, pois com tempo , ela ( a fenix ruim ) se refaz !

Encontrei esta imagem kitsch , e só o kitsch pode me explicar o fake das disparidades sociais:





Supostamente , Abel e Caim . Abel pequeno , discreto. Caim grande , nada discreto. Abel está enlevado num paraíso mental. Caim , provavelmente , no melhor dos casos, reflete sobre os problemas da vida humana e em como resolvê-los ; e , no pior dos casos, talvez esteja engendrando a morte de Abel.

Neste domingo , lia Baudelaire ao lado do leito de meu pai , que já está muito velho. Ele me perguntou o que eu estava lendo. Já que totalmente surdo , tentei lhe responder escrevendo em letras garrafais "B A U D E L A I R E" , mas ele só pode ir até a terceira letra e desistiu, pois também enxerga mal . Eu que também já não enxergo bem e tenho algum problema de audição ( por desgaste provocado pelo ambiente ruidoso onde trabalho) , ainda uso a porcentagem de sentidos que me restam para ler alguma coisa. Hoje lia este poema que me forneceu uma provável investigação das origens das desigualdades sociais (reconheço que isso pode não permear as reais intenções de Baudelaire ao escrevê-lo), ao que reproduzo a seguir :

ABEL E CAIM
I
Raça de Abel, só bebe e come,
Deus te sorri tão complacente.

Raça de Caim, sempre some
No lodo miseravelmente.

Raça de Abel, teu sacrifício
Doce é ao nariz do Serafim!

Raça de Caim, teu suplício
Será que jamais terá fim?

Raça de Abel, tuas sementes
E teu gado produzirão;

Raça de Caim, sempre sentes
Uivar-te a fome como um cão.

Raça de Abel, não tremas nunca
À lareira patriarcal;

Raça de Caim, na espelunca,
Treme de frio, atroz chacal!

Raça de Abel, pulula! Ama!
Teu oiro é sempre gerador.

Raça de Caim, alma em flama,
Cuidado com o teu amor.

Raça de Abel multiplicada
Como a legião dos percevejos!

Raça de Caim, pela estrada
Arrasta a família aos arquejos.

II
Raça de Abel apodrecida
Há de adubar o solo ardente!

Raça de Caim, tua lida
Nunca te será suficiente;

Raça de Abel, eis teu labéu:
Do ferro o chuço é vencedor!

Raça de Caim, sobe ao céu
E arremessa à terra o Senhor!


'Caim e Abel' faz parte do poema 'A negação de São Pedro', de "AS FLORES DO MAL" , de Charles Baudelaire (1821 - 1867).

O poeta, que experienciou a vida do submundo e das periferias , foi abominado pela burguesia parisiense, sabia bem o que é ser considerado e tratado gratuitamente como um "filho de Caim".

A
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